segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O culpado


Primeiro foi o Jose Angel, depois foi o Maicon, no final até houve alguns adeptos ao meu lado, que se viraram para a tribuna presidencial. De facto, hoje demos um passo gigante para mergulhar numa deprimente serie de três anos consecutivos sem campeonato. E há que arranjar culpados. Os jogadores que são 'uma vergonha', o Lopetegui que deixou a equipa de rastos, os tipos da SAD que estão lá 'só para mamar', o Presidente que já não é o que era e que está mal aconselhado. Um 'fartote'! Para já Peseiro passa quase ileso às críticas, mas duvido que essa situação se mantenha se perder na Luz, como infelizmente se antecipa. Tudo isto são problemas, mas eu gostaria que nos focássemos na falta de soluções. É isso que me preocupa. A versão oficial sobre o que correu mal até agora, foi-nos dada por Pinto da Costa numa entrevista ao Porto Canal. A culpa era do treinador que ousou concentrar funções de manager, e que nos trouxe 'Ferraris' bons emprestados e outros que mais pareciam Fiats. Trouxe ainda um aborrecido futebol lateralizado. Ora, passado um mês, Peseiro já perdeu para a Taça da Liga e perdeu em casa para o campeonato. Se perder na sexta-feira vai passar a ter piores resultados que os que levaram Lopetegui, em quinze dias, do primeiro lugar até ao despedimento. Mas agora jogamos para a frente! De facto, temos muito para reflectir até ao final da época. Para procurar soluções é preciso admitir que há um problema. E não é um problema de treinador. É um problema de estagnação do modelo de clube, que nos trouxe tão bons resultados no pós-Mourinho, mas que já não funciona. Sobre isso falaremos em artigos futuros.

Jose Angel entrou no jogo 30 segundos demasiado tarde. Mas não convem esquecer que ele só jogou porque se decidiu que Maxi teria de limpar os amarelos neste jogo. Provou-se ser uma má decisão do treinador. Nesta altura é exagerado pensar que um jogo em casa é mais fácil do que um jogo fora. Maicon voltou a prejudicar a equipa e tem feito por merecer o seu lugar no banco. Mas convem dizer e reforçar que não foram só os erros individuais dos jogadores ou do fiscal-de-linha que decidiram o jogo. O problema está na falta de capacidade para lidar com as contrariedades. A falta de carácter que faz com que tenhamos de assistir à forma desleixada como voltámos do intervalo. Como se o mais difícil estivesse feito. Como se não tivéssemos assistido a quatro oportunidades de golo na nossa baliza na primeira parte. Acresce que, depois do segundo, tivemos quase meia-hora para virar o resultado. Tem de chegar! Estávamos a jogar em casa! Se Peseiro está a criar um esquema assumidamente arriscado, que o assuma. Quer aplicar um sistema que aproveita as zonas interiores e, após o segundo golo, o que fez foi retirar à equipa a capacidade de ligação ao ataque através das inexplicáveis saídas de André André e de Brahimi. Estas substituições só podem significar uma coisa: «Não funcionou à minha maneira. Agora estão por vossa conta! Abdico de chegar lá com táctica e organização». Não é isso que espero de um treinador do FCPorto. Propus aqui a substituição do anterior quando percebi que ele estava desnorteado. Pois o novo treinador não parece estar muito melhor...

Individualmente, não gostei de ninguém. Tudo o que foram boas indicações, foram apenas isso. Maicon e Jose Angel mancharam exibições, já de si fracas, com erros comprometedores. Casillas raramente tem sido um problema, mas também não tem sido uma solução, a não ser contra o Tondela. Já se pode dizer que se espera mais de um ex-campeão do mundo. O trio Doyen-Mendes da frente parece muito talentoso, mas não se mostra capaz de resolver problemas complicados. Para quê fazer mais? Se correr mal o empresário há de arranjar um Stoke para os meninos recuperarem a confiança. Falta fibra, falta raça, falta portismo! Herrera é sempre uma surpresa. Que Herrera vamos ter na luz? Um poço de força que empurra a equipa para a frente ou o jogador com tantas dificuldades técnicas que seria o último da minha lista de contactos para uma 'futebolada' entre amigos? Não sabemos. Ninguém sabe... Ao menos o Imbula era consistentemente mau. Facilitava a decisão do treinador.

Que FCPorto iremos ter na Luz? Ainda se lembram quando aquilo era o nosso salão de festas? Eu lembro-me e isso não me alegra nada. Viver do passado é para outros!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pé no Jamor


Mais que um teste à evolução FCPorto de Peseiro e à tão falada adaptação ao novo sistema de jogo, o jogo de ontem foi também um primeiro teste às opções do mercado de inverno. Poderão ter notado que houve uma mudança de paradigma. O nosso foco de mercado foi claramente o de baixar a folha salarial. Saem Tello, Osvaldo, Cissokho e Imbula e entram Suk, Marega, José Sá e Rafa falhou perto do fim. Trocámos transferências falhadas provenientes de campeonatos estrangeiros, por jogadores que se destacaram no mercado nacional. 

Para já, nota-se diferença. Para melhor. Poderia temer-se que iríamos perder em qualidade individual. De facto, a bola não sente tanto carinho no pé de Suk ou Marega como sentia no pé de Tello, Osvaldo e Imbula. Mas, ao contrário do que acontecia com os 'craques', Suk e Marega dão tudo o que têm. Pelo menos ontem deram. Só isso não chega, mas é um bom começo e um claro antagonismo com os flops. Isto para nem falar de casos como André André ou Sérgio Oliveira que tiveram de batalhar muito mais para chegarem a este plantel e isso nota-se em campo. Mais dois jogadores que se destacaram no campeonato nacional e, ainda por cima, portistas. Este rendimento dos 'underdogs' deverá ser tido em consideração na próxima vez que os Doyen's e os Mendes deste mundo nos quiserem impor o seu menu. Os negócios de 40 milhões não poderão durar para sempre e já notámos que as margens são cada vez piores. Abram os olhinhos!

Quanto ao jogo, direi que perdoámos muito. A equipa pareceu ter facilidade em criar problemas ao Gil Vicente, mas foi falhando vários golos e isso acabou por empolgar o adversário e fez com que chegasse duas ou três vezes com perigo à nossa baliza. Duas delas foram 'ao ferro'. Parece mesmo que este FCPorto de Peseiro não vai primar pela segurança defensiva. O 3-1 e o 4-2 passarão a ser mais frequentes que o mero 1-0. Mas desde que signifiquem 3 pontos e não seja em casa com o Dortmund... 

Rúben Neves e sobretudo Danilo controlaram o jogo todo. Varela foi o que melhor fez a ligação ao ataque. Brahimi esteve mais trapalhão. Marega  teve uma estreia que começou por ser desastrada mas que acabou por ser boa. Teria sido melhor se, tal como aconteceu com Suk, o outro trapalhão, tivesse encontrado o caminho do golo. Destaque também para o excelente golo de Sérgio Oliveira. Pela negativa, Maicon continua a provar que está bem no banco.

Falta um jogo mas falta pouco.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sinais de retoma


Peseiro chegou numa altura difícil. Vai ter estas sequências de jogo, depois treino de recuperação, depois dois treinos, novamente jogo e assim sucessivamente. Por isso é que as 'chicotadas' são a excepção e não a regra... E por isso é que as duas primeiras aparições do FCPorto de Peseiro geraram, pelo menos em mim, grande apreensão. Havendo este 'handicap' de termos poucos treinos, parece-me que se quer mudar tudo já. Chegámos a ouvir Peseiro a confessar que treinou o esquema de quarta-feira durante 20 minutos... Medo! Sem pré-época é sempre preferível uma evolução a uma revolução.

Mas temos tido uma revolução. Até no plantel. Limpámos os 'flops' Osvaldo e Tello e preparamo-nos para limpar Imbula. No Estoril vimos um sistema de jogo ainda mais marcado pela diferença. Até no desenho que me pareceu que passou a partir de um 4-2-3-1, com Herrera e Danilo a formar um duplo pivot e com os outros 3 de meio-campo a trocarem de posição entre si. Este médios procuram muito zona interiores abrindo espaço para a incorporação de Maxi e Layun, que voltaram a estar muito ofensivos. Passemos aos resultados evidentes. Por um lado, temos mais poder de fogo. Foram muitas e claras as oportunidades de golo. Só André André falhou três antes de marcar, entre outras. Uma delas foi por Aboubakar, mas nem quero lembra-me desse lance. Por outro lado, os calafrios na defesa passam a ter maior frequência. A equipa parece mais desequilibrada e tem sido frequente ver os jogadores adversários a receber entre-linhas sem grande oposição. Falta saber se se tratam de consequências de uma adaptação ao novo esquema ou se passaremos a ter de viver com isso em permanência. Não será um problema se continuarmos a marcar 3 ou 4 golos por jogo. A verdade é que, também aí, houve uma evolução em relação ao jogo com o Marítimo. Houve menos calafrios apesar do habitual golo de bola parada sofrido. Esperemos que se continue a notar em Barcelos e no Dragão com o Arouca.

Foi um jogo de boas exibições individuais. Gostei dos laterais. Maxi esteve melhor mas Layun foi mais decisivo nos golos. Gostei também de Marcano que voltou às boas exibições. Aboubakar esteve muito melhor do que nos últimos dois jogos. Ainda assim, conseguiu manchar a exibição com mais um lance inacreditável. Mas o melhor foi mesmo André André. Foi o jogador mais influente da equipa, esteve em dois golos e em quase todos os outros lances de perigo. Mas além disso tem aquela garra que se vê na foto. Tinha acabado de falhar um golo... É disto que precisámos. Com o regresso de André às grandes exibições, acredito mais na equipa e na capacidade de adaptação a Peseiro. Por muito que o treinador invente, há jogadores que até rendem à baliza. André André é um deles. Não tenho destaques pela negativa. Varela entrou muito desastrado, mas acabou por render. Apenas diria que fizemos um jogo de boa produção ofensiva e, para isso, nem precisámos de uma grande exibição de Brahimi ou de Corona. Indicador de que, com estes dois a render, só poderemos melhorar.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Estreia de Rui Barros foi melhor



Esta semana temos uma frase no título para que fique clara a ideia base da crónica. Há uma clara oposição entre as duas estreias apesar de ambas trazerem uma estabilidade nas opções iniciais. Rui Barros não mudou nada. Nem onze, nem estilo de jogo, nem desenho táctico. O que vimos de diferente foi alguma melhoria nos índices de motivação, que se traduziu numa intensidade diferente. Como seria de esperar, o efeito desvaneceu-se à medida que foram aparecendo novos jogos e os jogadores percebiam que aquela era uma solução interina. Peseiro foi mais ambicioso. Tínhamos ficado com a sensação que a abordagem seria de ruptura total com o passado, mas pensava que seria temperada com alguma prudência. Era pelo menos o que eu faria. Terei de louvar a ambição de Peseiro e até poderei louvar os resultados a médio prazo. Mas a curto prazo o que tenho é o pior jogo da época no Dragão. O jogo com menos remates, o jogo com menos posse de bola, com menos controlo do jogo e dos ímpetos ofensivos do adversário. Ao mudar tudo em três dias de treino, Peseiro tinha de saber que isto poderia acontecer. Mas arriscou e teve a sorte de sair com os três pontos. Justos mas não seguros. 

Aprofundando na medida do que me é possível, parece-me que de um jogo para o outro passámos a utilizar o miolo. Brahimi e Corona fogem da linha abrindo caminho para Maxi e Layun. O objectivo é fazer com que a bola consiga entrar no rectângulo imaginário há frente da área adversária e, se não entra, a alternativa é explorar as costa da defesa com lançamentos longos. Isso faz-se com a ilusão que os movimentos em direcção à bola que Aboubakar, André e os extremos fazem, imediatamente antes de disparar em direcção à baliza. De facto, uma revolução no nosso jogo que só me parece errada por não ser uma transição mais harmoniosa. Desde logo chocámos com a agressividade do adversário que, aliada à inadaptação dos nossos jogadores ao novo esquema, resultou em diversos e perigosos contra ataques. Por outro lado, os interpretes. Este esquema exige precisão no passe e qualidade na recepção de bola sob pressão. Aqui tivemos problemas ao nível da precisão do passe por parte dos centrais, de Danilo e sobretudo de Herrera que jogou mais recuado do que habitual. Tivemos adicionalmente problemas na recepção entre-linhas em que André teve dificuldade e Aboubakar esteve francamente mal. Sendo assim, a revolução de Peseiro chocou por ser uma revolução e por não prever as dificuldades que os jogadores iriam ter, por dificuldades de adaptação e por falta de características técnicas para uma assimilação harmoniosa do novo sistema. Será que uma semana é suficiente, para que estas dificuldades desapareçam? Eu acho que algumas trocas de jogadores poderiam amenizar o impacto da mudança. A título de exemplo, a saída de Herrera, eventualmente de Aboubakar do onze, ou a troca de Danilo por Rubén Neves. Mas, mesmo assim, acho que o segredo estará no refrear dos ímpetos reformistas de Peseiro.

Individualmente, gostei de Maxi. Para mim o MVP, que só não teve mais destaque porque o árbitro protegeu demasiado os seus oponentes. Numa segunda linha, Brahimi e Corona pareceram ter menos dificuldades que os colegas nesta transição. Ainda assim, não foram exibições ao nível da do MVP. Pela negativa a dupla de centrais. Teve mais trabalho que o habitual e isso fez com que se notassem algumas fragilidades ao nível do passe e do próprio controlo da profundidade. Herrera esteve mal em quase todas as jogadas. Saiu tarde do jogo e só espero que não se perca um jogador por causa da táctica. Mas se a táctica funcionar sem ele... Suk pode ser outro caso parecido com André André. Descontando o facto de não ser portista, que torna o André André num caso à parte, é outro jogador que tem um coração que exponencia o seu rendimento, apesar de ter características técnicas que parecem inferiores às da concorrência. Aboubakar que se cuide. Ele que também jogou muito pouco. Nota final para a entrada de Varela para 10. Estando Brahimi e Corona em campo, esta opção soou a pedido ao Presidente de outra opção para aquela zona do terreno...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entrevista



Só tenho um comentário a fazer à entrevista de ontem do nosso presidente: não gostei! Pelo que nos foi dito, está eliminada a raiz de todos os males. As coisas só podem melhorar agora que não temos Lopetegui a usar e abusar das suas funções como treinador...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Lei de Murphy


Esta é a semana da Lei de Murphy no FCPorto. Passo a explicar:

1) Contratámos um treinador cujo currículo se resume a uma Taça da Liga e a uma semana em que tivemos talvez a mais cruel aplicação da Lei de Murphy à carreira de um treinador de futebol.

2) Depois temos estas 'frangalhadas' que, pelo timing, são uma claríssima aplicação da Lei de Murphy ao nosso futebol. Só falta jogar Gudiño no Domingo e marcar um golo na própria.

3) Sendo um jogo da Taça da Liga, temos sempre este confronto entre os flops e os jogadores jovens e promissores do plantel. Para variar, o rendimento dos B's foi superior. É simples dizer que Garcia foi melhor que Angel, que o Sergio foi melhor que o Imbula e que o André Silva foi melhor que o Varela. Só aqui, Formação 3, Comissão 0. Logo na semana em que estão à vista algumas fragilidades directivas...

4) A realização estava com uma pontaria tremenda para as posses desastradas dos nossos responsáveis. Apanhou Rui Barros a rir no final, Pinto da Costa a rir a seguir ao golo sofrido e Peseiro a bocejar. Logo agora que pretendemos dar uma ideia de mudança de rumo...

5) Para terminar, tivemos declarações da nossa lenda viva, Vítor Baía que, pela falta de conteúdo e timing, pareceram próprias de um membro do conselho leonino. Era péssimo per se, mas a resposta veio pela companheira do nosso presidente. Perfeito! E veio até fazer insinuações sobre a vida pessoal do Vitor. Que saudades que tínhamos destas intervenções das 'primeiras damas'... Só espero que não lhe dêem um programa no Porto Canal!

E é isto. Só posso temer pela qualidade dos esclarecimentos que se exigem ao nosso Presidente na entrevista de logo. Não que eu duvide das suas qualidades! É a forma como esta semana nos está a correr... Estamos com uma claríssima tendência para o desastre.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pé(seiro) Frio



Com certeza que já tinham saudades destes meus fraquíssimos trocadilhos. Cá fica mais um! Que dizer sobre o nosso novo treinador. Em primeiro lugar posso dizer que me saiu um fod#-$# assim que soube. Em primeiro lugar porque se falou de vinte gajos e este não era um deles. E depois porque a marca de José Peseiro é a marca do 'pé frio'. Lembramo-nos do treinador que conseguiu, em apenas duas semanas, perder uma final da Taça UEFA, em casa, e passar de primeiro para terceiro no campeonato. Mais tarde, tentando refazer-me do choque, relembro outras histórias como a que relata que era melhor academicamente que José Mourinho, e a sua grande reputação ao nível do treino. É, além do mais, um treinador experiente com bom conhecimento do campeonato. Entra numa altura difícil com expectativas muito baixas. Está longe de ser a solução que idealizava, mas é treinador do FCPorto e terá o meu apoio como tiveram todos os outros. Bom trabalho! Há títulos para ganhar já este ano!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Falta de chama


Já não há Lopetegui. Quem deveremos culpar? Rui Barros? Não me parece justo. Tudo o que fez foi nada mudar. E fez bem porque estava apenas interinamente no lugar. A quem está a prazo, exige-se um 'governo de gestão' e isso Rui Barros fez bem. Eu tenho problemas com a opção por Danilo mas reconheço que não tem sido por aí que o FCPorto tem jogado pior. Ontem até acho que as substituições foram todas atempadas e acertadas embora sem grandes resultados. 

Ilibando Rui Barros sobram dois culpados: Jogadores e Direcção. Começando pelos jogadores, é inacreditável a falta de chama e de garra que demonstramos. Esta decepção que não vemos na cara de André André, não vemos na cara da maior parte dos jogadores com a cara destapada. A forma como não se parte para cima do árbitro depois daquela incrível expulsão de Aboubakar diz tudo. Os próprios comentadores não se aperceberam da expulsão pela ausência de reacção do jogador. Como se fosse normal! Mas é assim. O dinheiro cai na conta no final do mês e, no final da época, o empresário que os colocou cá coloca-os facilmente noutro lado a ganhar mais. É assim o futebol actual. Por isso é que o André André e o Ruben Neves são casos tão raros que combinam talento e portismo. Por isso é que são os preferidos dos adeptos. Têm personalidade!

Quanto à direcção, acho que escolheram uma má semana para tirar férias... Mais a sério, não se percebe esta indefinição. Dá a ideia que os flops estão todos a desertar. A Osvaldo seguir-se-ão Tello e Imbula. A entrada mais premente era a de um concorrente para Aboubakar, que saiu de Setúbal uma semana antes de entrar no FCPorto. Entretanto esteve de férias na cidade do Porto. Porquê? Não se sabe. Apenas se sabe que não há acordo com o treinador que saiu, que Rui Barros é interino e que, para fazer parte da lista de treinadores pretendidos, basta estar indisponível e com contrato com outro clube... De facto, Lopetegui era apenas parte do problema.

Quanto ao jogo, há de facto um erro inacreditável de Casillas aos 3 minutos. Erro muito menos grave que o de Rui Patrício no jogo deste fim-de-semana. A diferença está na reacção da equipa. Os nossos adversários têm demonstrado capacidade de reacção. Nós... Lá vamos inventando umas jogadas de vez em quando. Dá para criar a ilusão de que o resultado até é injusto. Mas exige-se muito mais! O golo sofrido tem de ser o 'click' para a equipa despertar para o jogo. Estávamos com possibilidade de ficar a depender dos nossos jogos para sermos campeões. Acabámos com os adeptos mais deprimidos ainda. 

Individualmente poderia destacar Danilo, André, Layun e Brahimi e a entrada de Varela. Mas ainda assim, foram exibições medianas e insuficientes. Pela negativa, Casillas e sobretudo Aboubakar que vai piorando a cada jogo que passa e a equipa está a sofre muito com isso.

Acorda FCPorto!