quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

1992.10.21 Sion 2-2 FC Porto (Fernando Couto)...

Em fase de rescaldo do sorteio da Champions, fomos ao passado e relembramos o golo de Fernando Couto em 1992 na Suiça, empatando a partida contra o campeão suiço de então (Sion) e colocando o FCP numa excelente posição para o acesso à fase de grupos da Champions (na altura apenas dois grupos de quatro equipas)... fantástico o golo, mas também o momento em que Couto se arrepende de dar o "mortal" nos festejos...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O dia em que Vítor Pereira deu um brinquedo a Pep...

Como a cada resultado negativo do Porto especula-se sobre outros treinadores e porque parece que esta entrevista passou ao lado de muita gente, acho que vale perder 5 minutinhos :-)

R – Esteve recentemente uma semana em Munique a acompanhar de perto o trabalho do Bayern. Com que ideia ficou?

VP – Com a ideia de que o Guardiola é um treinador que nunca está satisfeito com aquilo que faz. E eu identifico-me um bocadinho com essa forma de pensar. A única coisa que interessa é fazer o que ainda não está feito. É como se eu quisesse ver o jogo que nunca vi jogar. É ter a necessidade de, mesmo ganhando, chegar ao fim e pensar: “Não era isto que eu queria. Era muito mais.”

R – Ganhar já não chega?

VP – Não, não chega. Descobrir coisas novas é o que mais sentido faz para um treinador. Ainda agora em Munique almoçámos juntos, a convite dele, no Hotel Kempinski. Bom, às tantas, começámos a falar da nossa profissão e aquela mesa, entre copos e talheres, parecia um campo de futebol! (risos) Ele já misturava o espanhol com o catalão, e tive de lhe dizer: “Calma, mais devagar, que assim eu não consigo acompanhar… (risos, de novo) A capacidade de raciocínio dele é uma coisa impressionante. Pensa muito à frente. O Bayern joga um futebol fantástico e não é só pela capacidade dos jogadores, é também pelos princípios de jogo. E aquilo parece fácil, não é? Ponham lá outras equipas a fazer o mesmo…

R – O Neuer a líbero e o Lahm a jogar no meio eram coisas difíceis de imaginar.

VP – Pois eram. Mas não para ele. O Lahm sempre como linha de passe, fantástico! O Pep é muito engraçado durante os treinos. Está sempre a criar qualquer coisa. Às vezes chama miúdos da formação. Quatro ou cinco de uma vez. E tem uma preocupação permanente, mesmo com miúdos franzinos, que jogam ali no meio. No final do treino vinha ter comigo e falar sobre esses miúdos. E dizia: “Viste o talento? Viste a qualidade do miúdo?” Sempre, sempre à procura do talento, de um pormenor que pode vir a fazer a diferença..

R – Conseguiu perceber onde é que o Bayern falhou naquela meia-final da Champions com o Real Madrid, na época passada?

VP – Por acaso discutimos isso. E eu disse-lhe exatamente aquilo que penso: “Pep, em determinados jogos continuas a expor a tua linha defensiva no momento da transição.”

R – Ele concordou?

VP – Continuei a dizer-lhe. “Pep, está a acontecer-te isto, isto e isto. Esta é a minha opinião. Se quiseres, reflete”. Ele concordou e respondeu-me: “Tens razão. Já percebi isso. Mas ando à procura de um exercício que me permita resolver o problema”. Eu disse-lhe: “Vou dar-te uma sugestão. Se aceitares, aqui está. É assim”. E dei-lhe um exercício, explicando-lhe que já tinha sentido aquele mesmo problema em equipas minhas e que tinha resolvido daquela forma. “Resulta de certeza absoluta”, expliquei-lhe. “Nunca tinha pensado nisso”, diz-me o Pep.

R – Até que…

VP – No dia seguinte chego ao treino e vem o Manuel Estiarte, adjunto dele, ter comigo: “Vítor, o que deste ao homem? O que deste ao Pep? Passou toda a tarde fechado no gabinete, parecia que lhe tinham dado um brinquedo…” De seguida aparece ele e diz-me: “Vítor, Vítor, vais ver o treino? Hoje vou começar a fazer o que me disseste”. Mas como é um génio, que nunca está satisfeito, foi ainda mais longe: “Se calhar, pegando na tua ideia, ainda dá para colocar isto aqui e aquilo ali”. Ou seja, acabou por adaptar a ideia à forma de jogar da equipa dele. Tem uma capacidade fora do comum.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Realismo


«Estou convencido que o FCPorto será campeão». Pois eu estava convencido que já tinha visto o episódio ridículo do fim-de-semana naquele desempenho defensivo da equipa no lançamento lateral que acabou por decidir o jogo. Mas depois ouvi isto na rádio... Eu também não fiquei convencido que o nosso adversário seja melhor que este FCPorto, mas daí até chegar à conclusão de Lopetegui... 

Vamos ao jogo. É fácil dizer que fizemos tudo mal. Perdemos 0-2 com o nosso maior adversário. Mas a clareza do resultado não é suficiente para que possa partir para uma 'caça às bruxas'. Tenho muito a criticar no FCPorto de Lopetegui e tenho o feito constantemente. Custa-me identificar erros dele que tenham sido determinantes neste resultado. Que culpa tem ele naquela abordagem ao lance do primeiro golo? Não criámos oportunidades suficientes para ganhar o jogo? Contei seis ou sete claras o que nem é mau num jogo destes. Contem quantas tivemos no jogo do minuto 92. Permitimos oportunidades ao adversário? Duas meias oportunidades, as que entraram. Ora, por muito que me doa, não me custa reconhecer que é dificil ganhar perante tamanha diferença de eficácia. A táctica não pode resistir perante um adversário que transforma duas meias oportunidades em golos e perante falhanços como os de Jackson e de Herrera. 

O problema tem de ser posto noutros termos. Na minha opinião são erros conceptuais do FCPorto de Lopetegui. Pergunto-me se não teremos assistido a um confronto entre a lógica do individual e a do colectivo. Foi a vitória do realismo. De um lado tivemos uma equipa que aguardou compacta pelas suas oportunidades. Já Lopetegui vive obececado com a criação de duelos individuais nomeadamente nas alas. Para que isso aconteça está disposto a tudo, até a sacrificar todo o centro do terreno. Em jogos em que a inspiração individual nas alas não chegue, teremos sempre problemas. Eu perguntarei até se não será fácil traçar um plano defensivo para defender este FCPorto. Parece-me que sim. Óbvio que não há plano que resista ao talento individual.  Tello ganhou dois lances individuais, Quaresma outros dois, mas Brahimi ganhou zero... E por isso é que tivemos mais oportunidades, mas tenho receio que perante um adversário organizado, e se tivermos Jogadores desinspirados como Brahimi, voltemos a ter este problema. E vamos chamar-lhe sempre ineficácia. Eu chamo-lhe falta de diversidade de jogo. Um esquema que tenta promover a fantasia das alas mas que castra o aproveitamento do miolo. Acresce que o problema também é defensivo. Como podemos pedir intensidade na perda de bola se a equipa joga demasiado espalhada no campo?

Individualmente,  gostei de Alex Sandro e de Oliver. Num segundo plano gostei de Casemiro apesar de não ter tido uma exibição sem erros. Pela negativa todos os que ficaram a filmar o lance naquele primeiro golo. Desde Fabiano, passando por Marcano e acabando no mais culpado, Danilo. Não consigo perceber esta quebra de forma de Brahimi e menos ainda que tenha terminado o jogo. Quaresma entrou bem e merece o lugar. Tello também apareceu pouco e Quintero não ajudou muito.

Resta-nos correr atrás. Não está fácil.

Adenda:

Reparem nas estatísticas das faltas?




sábado, 13 de dezembro de 2014

1998.11.21. FC Porto 3-1 Benfica (Jardel)...

Porque o clássico está aí à porta, relembramos um dos muitos golos de Jardigol... este na caminhada para o Penta do Engenheiro Fernando Santos...

Fonte: Filhos do Dragão (https://www.youtube.com/user/art0of0love)


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Àbombakar *



E com um petardo do meio da rua, o camaronês juntou dinheiro para receber meia dúzia de ordenados!

Lopetegui aceitou a sugestão de Prata para o 11 inicial.Compreende-se. Mas é dos jogos mais ingratos para quem tem oportunidade de se mostrar. Uma coisa é ter oportunidade quando existem duas ou três alterações, outra é ter oportunidade quando toda a equipa é diferente e os melhores não são opção.

Ricardo fugiu à letargia generalizada com dois pormenores deliciosos sobre Bernard e com a entrega habitual durante toda a partida. O outro que talvez tenha aproveitado a oportunidade foi Evandro com um ou outro bom pormenor apesar do falhanço naquele cabeceamento na segunda parte... Mas lá está, na maior parte das vezes inconsequentes pela falta de rotinas na equipa.

Vincent merece o destaque, claro, pelo golo mas foi presa fácil durante toda a partida. Surpreendeu mais nas combinações com os colegas do que na capacidade em segurar a bola, algo que tem de melhorar se quisermos continuar a ter um jogo envolvente com o ponta-de-lança.

A entrada de Oliver também mexeu com o jogo. Deu andamento, tem uma mobilidade incrível e acelerou o jogo da equipa. Rotação completamente diferente.

Destaque negativo para a lesão de Rúben Neves embora já se fale 'apenas' em entorse com possível lesão ligamentar... Aproveitar a pausa natalícia para fazer tratamento conservador sem ir à faca e daqui a mês e meio está a jogar...

O jogo foi tão tranquilo que até deu para o Indi, na altura da substituição pelo Rúben Neves, ter entrado em frente do banco do Porto em vez de ser no meio-campo e do juíz auxiliar ter assinalado fora-de-jogo ao avançado ucraniano (ou brasileiro) após passe de... Quaresma!

Tenham medo... eu quero ir ver o Porto na 1ª mão dos oitavos! E que bonito seria revisitar Gelsenkirchen :-)

* Obrigado Prata pelo título do post

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Em ritmo de cruzeiro


Vi o jogo em condições fracas. Pixelizado e ao ritmo das interrupções do streaming. Mesmo assim, não foi difícil perceber o que se passou em Coimbra. Melhor que isso, podemos perceber que as exibições vão sendo mais seguras à medida que vamos estabilizando o meio-campo. Estamos a atingir a velocidade de cruzeiro e é bom que tal aconteça às portas de um dos jogos que definirá a época. Tal como no ano passado, será um jogo com o nosso maior rival que definirá se vamos passar o resto da época a tentar alcançar ou a tentar não ser alcançado. Falhámos claramente no ano passado mas, este ano, parece que chegamos em melhores condições ao clássico.

Tal como tinha acontecido no jogo com o Rio Ave, entrámos fortes e com vontade de resolver cedo. Desta vez marcámos logo às primeiras tentativas e tudo se resolveu. O adversário parecia não ter plano B e o plano A foi uma fraca tentativa de um 'autocarro'. Tudo demasiado fácil. Ao contrário do que aconteceu na jornada passado o resultado foi curto.

E conseguimo-lo apesar de não termos podido contar novamente com um dos nossos maiores desequilibradores, Brahimi. É um jogador segue em sentido inverso da equipa. Não deixa de ser estranho. Vá lá que, do outro lado, Tello está melhor apesar de ter feito duas assistências de morte: uma a isolar Herrera e, antes, uma a isolar um jogador da Académica, na única oportunidade que tiveram. O MVP é Jackson. Dois golos em três. Eficácia é o que se lhe pede e ele tem cumprido a preceito. Cedo perdemos Danilo para o jogo mas, do lado oposto, Alex Sandro vem crescendo de jogo para jogo. Nota alta também para Oliver e para o Ruben que, facilmente faz esquecer Casemiro. São Abordagens diferentes à posição mas temos duas alternativas de qualidade perante essa enorme perda que foi a saída de Fernando. Pela negativa, perante o desenrolar do jogo, esperava mais dos jogadores que entraram. Sobretudo de Quintero.
 
Amanhã espero um FCPorto em poupanças mas com qualidade e serenidade suficiente para garantir  uma pontuação histórica na fase de Grupos da Champions. Um resultado capaz de motivar os jogadores menos utilizados. Pressão a rondar o zero, numa grande montra. Até poderei apostar num onze: Andres Fernandez; Ricardo, Maicon, Marcano e Alex Sandro (com Martins Indi a entrar ao intervalo); Ruben Neves, Evandro e Quintero; Adrian, Quaresma e Aboubakar. Muitas mudanças, com riscos mínimos na perspectiva do jogo de Domingo.
 
Na quarta-feira, a pedido de duas ou três famílias, Pispis devera regressar às crónicas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

2005.09.10. FC Porto 3-0 Rio Ave (Quaresma)...

Ainda na senda de recordar jogos e grandes golos contra a equipa de Vila de Conde, recuamos ao ano de 2005, em que a coisa estava a dar para o torto e Ricardo Quaresma, o último a sair do banco (aos 78 minutos), fez isto... o jogo terminou 3-0 com golos nos descontos de Alan e Hugo Almeida...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Exageros


Quem viu o jogo sabe que o resultado é exagerado, mas o maior exagero foi aquele golo de Danilo no final! Aos 93 minutos ganha na raça e em antecipação, encara a defesa contrária e consegue ter força para enviar aquela bomba. Sublime! À medida que o tempo passa, Danilo vai ficando cada vez mais barato. Desejo que aconteça o mesmo com Adrian Lopez...

Entrámos bem no jogo e aos 5 minutos já podíamos ter marcado por várias vezes. Até aos 25 minutos a intensidade foi baixando, mas o bom jogo colectivo mantinha-se. Pena foi que, a partir daí, a equipa tenha entrado no perigoso esquema do 'deixa andar' e do 'isto há de se resolver'. Na última jogada da primeira parte, o Rio Ave fez o primeiro aviso. E nem o golo madrugador de Tello na segunda parte inverteu esta tendência de adormecimento. Só que nesta altura o Rio Ave passou a ser mais perigoso do que havia sido na primeira parte. Deu-me a ideia de que a nossa pressão era descoordenada e de que os avançados corriam muito, mas incomodavam pouco a construção do adversário. Se não pressionamos em equipa temos problemas. O Lopes viu bem o problema e tratou de reforçar o miolo. Ganhou o jogo e partiu para a goleada. Um passo atrás para dar quatro à frente! Grandes golos no Dragão!

Individualmente, MVP óbvio para Danilo. Já aqui temos dito que tem sido o nosso melhor jogador esta época. O mais constante na qualidade das suas exibições. O golaço de ontem foi a cereja para colocar no topo do bolo. Mas ainda cabem lá mais cerejas... Tello fez um bom jogo. Dá a ideia que o melhor Tello é melhor que o melhor Quaresma. E isso começa a notar-se, finalmente... Também apreciei a exibição de Oliver. Herrera foi caindo acusando cansaço e Jackson estava a insistir nas trapalhadas até ao momento em que marcou o seu golo. O passe de Quintero para o quarto golo é um hino ao futebol. Pela negativa, Brahimi e Marcano. Brahimi porque nos habituou a muito mais. Jogo cinzento. Marcano porque não me convence. Eu sei que Maicon também andava a errar consecutivamente. Mas não me parece que Marcano tenha qualidade suficiente para nos obrigar a tirar Martins Indi do seu lugar natural.  Vale a pena mudar todo o eixo da defesa para jogar Marcano? Eu acho que não. Erra tanto como Maicon e obriga a alterações desnecessárias.

Parece que agora estamos focados no campeonato. É bom que continue assim, porque o adversário directo já se livrou das 'distrações europeias'...