segunda-feira, 2 de março de 2015

Só foram 3...



Só foram 3 pontos e só foram 3 golos.

Perdemos uma oportunidade de humilhar (ainda mais) os vasquinhos mas, também, quem imaginaria um jogo destes depois dos clássicos que já tivemos esta época?

Perante a lesão de Oliver, Lopetegui decidiu não inventar e optar pela alteração natural. Nem Brahimi pelo meio, nem Quintero a 10. Evandro é craque, não é espalhafatoso nem dá muito nas vistas mas dificilmente perde uma bola e dos pés dele a bola sai sempre redondinha. Com ele temos posse de bola no campo adversário, esteve bem e nem nos lembramos de Oliver, haverá melhor elogio?

Mas nem tudo correu bem, a entrada no jogo foi muito macia, diria até, intranquila. Falhamos demasiados passes na fase inicial de construção de jogo (Marcano abusou) e passes longos nem se fala, tudo transviado. Mesmo assim, Sporting não incomodou e fomos nós a criar algum perigo: remate de Jackson e jogada fabulosa de Herrera. Por falar em Herrera: que gigante!

O jogo parecia caminhar para um arreliador 0-0 ao intervalo e o Porto sem forçar muito, principalmente para quem tinha obrigatoriamente de ganhar o jogo, até que surge o momento da noite com aquele calcanhar à Zlatan para possivelmente a melhor assistência que já se viu no Dragão. Por incrível que pareça Tello não estava fora-de-jogo e mesmo assim marcou na cara de Patrício!

O jogo estava desbloqueado e o Sporting lá avançou uns metros no terreno até ao final da primeira parte. Haveria talvez um pouco de receio nas bancadas sobre como seria a entrada da equipa na segunda parte e se passaríamos os últimos 45 minutos a trocar bola entre os centrais. Nada disso. O Sporting subiu linhas, arriscou e o Porto fez um jogo estrondoso, objetivo, como há algum tempo não se via! Grande parte da responsabilidade para o facto de William nunca ter pegado no jogo: Evandro e Herrera não lhe deram a mínima oportunidade. Atenção redobrada a Nani mas Danilo secou-o com grande ajuda de Casemiro e quando Marco Silva liberta Nani para zonas interiores entra Rúben Neves (que grande entrada!) não dando qualquer margem de manobra.

Enfim, Jackson um animal, Tello finalmente a concretizar o que tanto andava a ameaçar, Herrera um todo-terreno que só não é MVP devido ao hat-tello e a sensação que estamos a caminhar para o melhor momento da época na fase crucial da mesma!

Há que o comprovar com os minhotos!


Uma última referência para a arbitragem que só se compreendem algumas decisões pelo jogo já estar resolvido… Esmagámos e ainda temos razão de queixa da arbitragem, portanto, normal…

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Podem ir decorando a cara deste artista!



Foi arbitro internacional apenas com 3 jogos de primeira liga e ontem apitou o FCPorto B que terminou o jogo com 8.

A propósito desse jogo, o jornalista do record (portista de certeza...) escreveu na crónica «não foi um encontro violento e, sem recurso a imagens televisivas, houve excesso de zelo por parte do arbitro Tiago Duarte nos lances que originaram duas das expulsões...»

Podem ir decorando a cara deste artista!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Difícil


É muito comum vermos treinadores a inventar motivações baseadas em 'tremendas' dificuldades antecipadas para o jogo que se avizinha. Outros ficam-se pelo 'chavão': o próximo jogo é sempre o mais difícil! Desta vez, Lopetegui resolveu concluir que o Boavista evoluiu muito desde que nos roubou dois preciosos ponto no Dragão. Pior! Repetiu-o depois do jogo para valorizar a vitória conseguida. Pois eu acho ridículo! Este Boavista não só não evoluiu nada como até terá regredido. Desta vez jogava em casa já com reforços de inverno. A ausência de futebol mantém-se, a táctica marcação de seguir o avançado até à porta balneário mantém-se e a total ausência de ambição por algo mais que o sortilégio de não sofrer golos mantém-se. Lutam com as armas que têm? Aí, já concordo. Agora, quanto a evolução: zero!

Tudo isto para chegar ao FCPorto. Poderão ter reparado que foi dos jogos em que tivemos menos oportunidades, remates, etc. É dos tais jogos em que ganham importância os detalhes. Por exemplo, o aproveitamento do anti-jogo do adversário. E acho que o fizemos bem. Jogámos com agressividade e ganhámos muitas faltas em locais perigosos. Mas era preciso o árbitro marcá-las. E também dava jeito que o aproveitamento das bolas paradas fosse melhor que medíocre. Pedia-se muito mais criatividade mas até parece cruel exigir mais aos nossos jogadores do que o facto de não se terem magoado. E trouxeram os três pontos! Em suma, para equipas normais, este será sempre um estádio difícil. Para equipas paranormais, fenómenos paranormais, como bloqueios de râguebi em bolas paradas e árbitros que emprenham pelo ouvido...

Individualmente, atribuo o MVP a Tello. Esteve nos dois golos num jogo sem oportunidades. Basta isso. Brahimi também entrou bem. Isto era um jogo de luta e lampejos. Como ninguém virou a cara à luta, não poderei dizer mal de nenhuma exibição. Nem mesmo de Quintero que também teve os seus toques de génio, como o que pôs Jackson na cara do golo. Posso falar talvez de José Angel, que teve dificuldades a mais com o 'bulldozer' que lhe deram para marcar na segunda parte. Hernani também não jogou mal. Tanta pancada que levou para tão pouco proveito... Uma última palavra para Lopes. Tudo correu bem mas, se era assim tão difícil, torna-se ainda mais ao somar uma alteração ao onze habitual, para além das quatro obrigatórias por lesões e castigos. Isto para além da inexplicável e reiterada ausência de Indi no onze.

Nem é preciso lembrar o que tem acontecido nos últimos jogos com os 'vasquinhos'. Na próxima a semana há que retirá-los da corrida! Pode ser que se consiga arrancar outro 'black-out'. Vale a pena sonhar...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Aparências...


Estava bem enganado quanto a este jogo de ontem. Costumam elogiar este Basileia pelo futebol positivo que pratica no seu campeonato e pela forma como mantém uma boa organização e se libertam em contra-ataque nesta edição da Champions. Pois a única coisa que vi foi uma sessão de pancadaria, um passe nas costas da nossa defesa e um albanês que bateu o recorde de desmaios num jogo. E eu que me queixava do Guimarães... Muito pobre, Paulo!

Normalmente quando se fala de uma arbitragem à inglesa, quer-se elogiar a exibição do árbitro. Pois há muito que percebi que a prática inglesa não passa de uma mediocridade  minimalista. Apitam menos, mas apitam tão mal como os nossos. Um penalty por assinalar e uma serie de patadas não sancionadas já eram currículo suficiente. Mas o lance do golo anulado a Casemiro é intrigante. Passa-me pela cabeça que esta equipa de arbitragem seja a primeira a aderir à causa do inenarrável Rui Santos e decidiu aceitar o auxílio das novas tecnologias. Que outra razão encontram para a demora na decisão definitiva sobre o lance?

O jogo foi todo nosso. Não direi que jogámos sempre bem. Apenas que tivemos sempre o controlo das operações. Mais e melhor no início do jogo e da segunda parte e controlo total no resto do jogo, mas com menos perigo. Parece-me que o resultado é escasso e que só não trouxemos a vitória porque o golo chegou tarde e, naquela altura, o empate com golos pareceu tentador. Apenas um equipa tentou jogar...

Apenas uma excepção de 30 segundos. Herrera dormiu na pressão, Marcano excitou-se com um pequeno passo que o avançado deu e deixou uma cratera atrás de si que Alex Sandro não conseguiu fechar, tendo sido ultrapassado pela velocidade do avançado contrário. Depois, muita felicidade naquela finalização! As responsabilidades são tripartidas, mas não consigo deixar de pôr mais culpa em Marcano. Por um lado, larga a posição sem razão alguma, por outro, não esqueço que sentou no banco o nosso melhor central. Novo 'trava-línguas' portista: OndandaoIndi? Lopes?

Individualmente não detectei nenhuma exibição exuberante. Escolho o suspeito do costume: Jackson. Incrível capacidade de luta. Teria escolhido Oliver, mas acabou por sair lesionado demasiado cedo. Gostei da entrada de Quaresma. Pela negativa será bem fácil de escolher. Brahimi esteve complicativo, Tello tinha tijolos em vez de pés e Alex Sandro estava visivelmente embriagado. Mas Casemiro conseguiu fazer pior. Só mesmo o resultadismo pode explicar que Lopetegui o tenha deixado terminar o jogo. Por falar no Lopes, nem sei que dizer da substituição de Oliver. Sei que isto se decide a duas mãos, mas se Quintero era ousado de mais, tínhamos Evandro. Inverter o triângulo de meio campo, em desvantagem e perante um adversário tão inofensivo, poderia ter castrado a reacção da equipa.

Apesar de tudo, no Dragão entramos em vantagem. Falta um passinho para os quartos!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Sexta-feira 13


O 'filme' até parecia calmo com um argumento que indicava um final feliz. Entrámos bem e os lances de perigo sucederam-se com uma regularidade que fazia prever uma vitória gorda. Mais uma vez apresentámos uma finalização medíocre e pouco condizente com o agradável volume de jogo produzido. O intervalo poderia ter trazido mais acerto, mas trouxe um FCPorto semelhante. Um pouco menos de qualidade de jogo mas um desacerto na finalização igual. Vitória justa, mas curta.

Quem veio transformado do intervalo foi o Vitória de Guimarães.  Continuou a não criar perigo algum para a nossa baliza, mas apareceu transformado e bem mais agressivo.  Inicialmente pensei que poderia ser um bom teste para Basileia mas enganei-me. A agressividade não foi da boa. Foi mais à base da patada e da violência gratuita. Tentaram transformar aquilo num filme de terror, com a conivência de quem tem o dever de sancionar este tipo de jogo. Como o nosso segundo golo não surgiu, as patadas foram subindo de tom. Estranhei! Tenho visto vários jogos desta equipa e não tenho visto disto. Fui comparar com o jogo no campo do outro candidato ao título, nomeadamente no número de faltas. E lembrei-me também de outra equipa que fez este número de faltas no Dragão. Conclusão 1: Rui Vitória está a candidatar-se ao lugar de Catedrático com reforma dourada. Conclusão 2: Os miúdos que lá estão emprestados vão ter algumas coisas para desaprender quando voltarem...

Individualmente, já que houve muita selvajaria, destaco Casemiro como MVP. Teve o melhor jogador contrário para marcar e adaptou-se bem às exigências. Gostei também de Oliver e de Quaresma. Não fez nada de extraordinário mas jogou bem. Dá a ideia que o Lopes o está a convencer a descolar-se da linha e julgo que terá tudo a ganhar com isso. Tem de aproveitar as correrias de Danilo para ganhar o espaço que precisa. Brahimi arrancou bem mas foi bem substituído. Pela negativa, de uma forma geral a finalização. Não é possivel continuar com estes índices de aproveitamento. Indi continua no banco e eu continuo sem perceber. Último destaque para este 'pronto-socorro' de Lopetegui. A cada vez que perdemos o controlo emocional, entra um miúdo de 17 anos para serenar os ânimos. Incrível!

De regresso à Champions para confirmar o favoritismo. Acredito na passagem mas creio que os portistas vão ficar surpreendidos com a qualidade deste Basileia de Paulo Sousa.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Podemos!


Julguei que ia ser mais difícil. E lembrei-me logo do jogo com o Marítimo. Por muito que saibamos que o futebol é fertil em surpresas, fazemos sempre uma avaliação das outras equipas e das dificuldades que nos poderão causar, sobretudo nos jogos fora. Quem tem visto jogos do Marítimo e do Moreirense, não hesita em dizer qual será, teoricamente, o campo mais difícil. Uns jogam à bola, outros não e quem depende da apenas da 'sorte' está sempre mais perto de perder. Pois o Moreirense teve uma 'sorte' inversa à do Maritimo. Não só apanhou um FCPorto frio, mais focado nos seus objectivos para o jogo, como teve infelicidades manifestas como duas lesões na primeira parte e uma última semana de mercado de Janeiro desfalcante. Nem Xistra lhes valeu. E ele bem tentou com aquelas irritantes faltas à volta da área e com um penalti claro por marcar sobre Maicon. Prefiro destacar a exibição profisional do FCPorto mas preferia que o futebol fosse mais  simpático com os Moreirenses deste campeonato do que com os Marítimos...

Entramos bem no jogo mas sem deslumbrar. Não chegamos a ter grandes momentos de brilhantismo. A única excepção foi o passe de herrera no primeiro golo. Quem vê o passe que ele falhou na segunda parte não imagina que ele seja capaz de fazer uma coisa daquelas. Herrera é esta vertigem entre o brilho e o desastre. Habituem-se! Se faltou brilhantismo, não faltou capacidade de luta e concentração e assim chegámos à merecida tranquilidade. No final alguns calafrios não ajudaram a apagar uma exibição apenas agradável, mas que pôs a pressão necessária no 'derby dos derbys do universo'.

Individualmente, atribuo o MVP a Jackson. Um jogador incrível! Rendimento máximo garantido! Pensei também em Herrera pelas duas assistências para golo e em Casemiro que esteve muito bem e com muito menos pancada distribuída. Devem tê-lo avisado do Xistra... Alex Sandro esteve muito bem mas caiu no final com duas distrações defensivas. Danilo esteve muito desastrado. Não gostei dos extremos. Tello também oscila entre o brliho e o desastre. O problema é que muitas vezes é na mesma jogada e o desastre é na finalização... Quaresma esteve melhor e um pouco menos desastrado na definição. Mas também desperdiçou muito jogo. Para terminar, o Lopes. Era um jogo que se adivinhava muito complicado. Porque não jogaram os melhores? Indi é o nosso melhor central e custa-me que tenha ficado no banco neste jogo.

A jornada ditou que ficaríamos a apenas 4 pontos do primeiro lugar. Não foi o resultado ideal mas tem de servir. Lembrei-me novamente do jogo da Madeira e no estado de espírito dos portistas nessa altura. Quem diria? Dois jogos depois... São só quatro pontos!


PS: façam o favor de retirar qualquer conteúdo político do título deste post. Se não gostam dos 'esquerdinhas espanhois' traduzam o podemos para alemão.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Magia



Diga-se o que se disser do Lopes e da equipa, este ano temos assistido a grandes golos no Dragão. O de Danilo contra o Rio Ave, o de Jackson na quarta-feira, o de Brahimi com o Nacional e o de ontem, talvez o melhor de todos. Hesito entre estes dois últimos. O Inverno tem sido rigoroso e o campeonato tem sido por vezes ingrato, mas uma ida ao Dragão tem valido a pena por estes momentos. Ontem até tivemos dois, porque o golo de Tello também foi muito bom. À minha volta, há gente que já não se levanta para festejar os golos, mas estes momentos activam a mola na cadeira. Sublime!

A eliminação na CAN, traz Brahimi mais cedo do que antecipado. Quem sai? É difícil. Se utilizarmos o 'clapómetro' e o 'assobiómetro' do Dragão, sai Tello. Eu continuo a achar que Tello encaixa melhor neste esquema de Lopetegui. Mas percebo que me digam que o tipo não dá tudo e que desperdiça 70% das jogadas que ele próprio torna perigosas com a sua velocidade invulgar. Quaresma é Quaresma! Por muito que já não consiga resolver lances com velocidade, a arte chega e sobra! Percebo que o Dragão o queira, mas perdoem-me o sacrilégio: parece-me que Brahimi fará esquecer Quaresma e que Tello é o mais diferente dos três. Não que seja melhor. É diferente e traz diversidade ao nosso jogo por vezes monótono. Prefiro uma ala com um mágico com capacidade de romper pela ala ou pelo meio e, do outro lado, um velocista capaz de explorar as costas da defesa contrária. E cheira-me que o Lopes também vai preferir. Não sei se será pelos mesmo motivos, mas julgo que a decisão está tomada.

O jogo de ontem foi bem conseguido. Não marcámos muito cedo mas cedo pusemos o adversário em sentido, pressionando a sua saída e conseguindo várias recuperações no meio-campo contrário. O avolumar do resultado foi natural e sustentado. Pareceu-me que, mesmo em ataque planeado, não se viu tanto daqueles irritantes balões para as alas. Usou-se o jogo longo com muito mais critério. Dizem que o Paços gosta de jogar, mas é preciso que os adversários deixem. Se não deixarem é o que se viu...

Individualmente o MVP vai para Quaresma que demonstrou a serenidade de um Evandro no lance do penalty para depois fazer com a trivela aquilo que a maioria dos esquerdinos não consegue fazer com o pé esquerdo. Jackson está em quatro dos cinco golos e Oliver está em todo lado. Tello teve muitas jogadas boas e algumas péssimas. Ainda assim, continuo a achar que está mais interventivo. Pela negativa, acho que Casemiro não tem de fazer falta em cada lance que disputa. Ruben Neves entrou e fez muitas asneiras o que nem é habitual nele.

Uma última referência paraq esta nova interpretação disciplinar para faltas sobre jogadores isolados. Pioneira...

Dizem que foi a resposta à derrota com o Marítimo, mas julgo que a resposta terá de ser dada no Sábado (na sexta-feira) em Moreira de Cónegos. Há que pôr pressão no clássico da TV a preto e branco!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015