terça-feira, 22 de Abril de 2014

Três



Três golos, três pontos e está confirmado o terceiro lugar no campeonato. A justeza dos números está por ordem crescente. A vitória por três golos é demasiado para o que produzimos e os três pontos não escandalizam ninguém. Quanto ao terceiro lugar... Apropriadíssimo! Nada me convence que merecemos mais que isto. Nem a ideia que tenho sobre o o verdadeiro valor dos jogadores, nem a comparação teórica com os planteis dos adversários e outros exercícios que só servem para nos iludir. Outro factor que nos tem iludido bastante tem sido a arbitragem. Aconteceu várias vezes sermos claramente prejudicados em jogos em que não apresentamos um rendimento suficiente. Lembro-me da Amoreira, da Luz para o campeonato e Taça, de Alvalade, de Sevilha e da Choupana. As arbitragens aí serviram apenas para nos iludir e podermos pensar que merecíamos um pouco mais do que o empenho e o futebol apresentado fariam merecer. É certo que são jogos de mais, mas tendo visto tantos jogos este ano, julgo que consigo tirar as arbitragens da minha análise e concluir que, em futebol jogado, o terceiro lugar ajusta-se.

O jogo de ontem foi um jogo de equipa traumatizada. A temporada vai longa e as desilusões acumuladas põe uma pressão grande sobre todo e qualquer erro cometido. O jogo salvou-se com a entrada forte na segunda parte. O golo surgiu e foi possível jogar com outro 'à vontade' e com mais espaço.

Individualmente gostei das exibições de Danilo e de Jackson. Darei o MVP a Danilo porque parecia querer empolgar a equipa no seu pior momento, a primeira parte. Gostei dos 'lampejos' de Quintero e da segunda parte de Herrera e de Ricardo. Alex Sandro estava a jogar tão mal na primeira parte que pensei que ia ser ele a sair para a entrada de Ghilas. Por falar nele, também não gostei da sua exibição. Maicon está de regresso. Tarde demais, mas a tempo da próxima época.

No Domingo temos a Taça que nunca quisemos ganhar. Só o adversário e a vergonha de época que temos feito poderão trazer motivação extra a uma competição que não a merece.

domingo, 20 de Abril de 2014

FC Porto 3-0 Rio Ave (86-87)...

Em semana de recepção à equipa de Vila de Conde, recordamos um jogo nas Antas contra o Rio Ave na época 1986/87... vitória da equipa portista por três bolas sem resposta com golos de Futre, Elói e Gomes, sendo que os dois últimos surgiram nos últimos 10 minutos da partida... resumo com relato de Costa Monteiro (habitual comentador na TSF) com o pormenor de identificar o minuto de cada lança que ocorre no resumo... destaque ainda para duas perdidas de Gomes, uma na primeira parte depois de uma jogada de belo efeito com um cabeceamento ao lado após cruzamento de Futre, e outra, no segundo tempo, a picar a bola por cima de Figueiredo, mas a bola a sair ligeiramente ao lado...

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Há que levantar a cabeça

 

É um 'chavão' que me faz alguma impressão. Só recomendo que levante a cabeça quem tiver a visão toldada ou obstruída e não consiga ver que esta época é um desastre por culpa própria. Isto está a ser uma vergonha e merecemos acabar a época com a vitória mais humilhante de sempre: a da Taça da Liga...

Pouco há a dizer que consiga exprimir esta desilusão. Não tinha grandes expectativas para este jogo, mas as circunstâncias e este FCPorto conseguem tornar o péssimo em pior ainda. Não me lembro de uma equipa do FCPorto tão distante dos pergaminhos do clube. A forma insegura, juvenil e envergonhada como gerimos a vantagem numérica vai para os anais do ridículo em futebol. Se houvesse um 'intensímetro' este FCPorto nem pontuava. Intensidade é futebol não é peitada em escaramuças! Não me revejo!

Quanto à 'rock star' que apitou o jogo, só o profundo provincianismo que ainda temos neste país é que pode fazer com que alguém avalie esta menina acima de péssimo. Apesar dela, tínhamos todas as condições para seguir em frente. Não o fizemos porque somos fracos! 

Por enquanto... Acorda FCPorto!

Benfica 1-3 FC Porto (2010-11)...

Há 3 anos foi assim...
(clica na foto para rever o resumo do jogo)

domingo, 13 de Abril de 2014

A pensar na saladeira


Na semana passada, Luís Castro constatou que estávamos com a cabeça em Sevilha. Na quinta-fera constatámos que pensámos mais em Sevilha, durante o jogo com a Académica, do que durante o jogo que nos eliminou miseravelmente da Liga Europa. Ontem voltou a acontecer o mesmo. Uma primeira parte muito melhor do que a segunda e mais uma dose de calafrios para os adeptos.

Na primeira parte conseguimos apresentar um futebol minimamente razoável dado o número de substituições que se fez. E foram muitas, demasiadas para que se esperasse melhor do que o que vimos. Ainda assim saímos vivos. Um pouco de sorte pelo meio e algumas prestações boas dos 'segundas linhas' ajudaram a que se tivessem conseguido os três pontos. E já lá iam muitos jogos sem vitórias fora do Dragão. Mas torna-se difícil avaliar o colectivo perante tamanha quantidade de jogadores que não costumam jogar juntos. 

Sobram-nos as avaliações individuais. Gostei Josué, Maicon, Victor Garcia e Ricardo. O MVP vai para Josué que fez as assistências para os dois últimos golos. Os titulares Fabiano, Varela e Jackson também estiveram em bom plano. Pelo contrário, continuo a ter pesadelos com Abdoulaye. Impressionante! Se o continuam a pôr a jogar, arriscam-se a não o conseguir despachar nem dado...

E a 'época horribilis' reduziu-se ao próximo jogo. Estou apreensivo e pouco confiante. Não sabemos o que esperar e há razões que sobram para desconfianças. Ao menos desejo que tenhamos em todos os lances o empenho que o Josué tem na foto acima. Já não ficaria totalmente desgostoso...

 

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Espelho


A desilusão é grande, mas só o é porque esta paixão pelo clube nos ilude constantemente. Tira-nos a racionalidade da expectativa e do real valor do FCPorto deste ano. Depois vêm as desilusões e passámos para o extremo inverso. Tudo está mal e têm que ir todos para a rua: treinador, SAD, jogadores, etc. O 'etc.' nunca inclui Pinto da Costa apesar de ser fácil de ver que tem muitas responsabilidades no insucesso desta época. Mas como tem tanto mérito nas outras, criticá-lo parece coisa de 'pobre e mal agradecido' e então inventámos a figura da SAD, essa sim altamente criticável. Mas deixemos essa conversa para um artigo de rescaldo da época.

O jogo de ontem foi um espelho da época. Tremideira defensiva, falta de atitude competitiva, bipolaridade exibicional dentro do próprio jogo, um ou dois rasgos de brilhantismo e um ou dois erros de arbitragem comprometedores para servirem de desculpa. Vejam lá se não resume bem? Dá sempre a ideia que temos muito mais argumentos dos que os que apresentamos, mas o pior é que temos sempre a sensação que somos vencidos, não porque somos inferiores tecnicamente ou fisicamente, mas porque os adversários apresentam características que costumam ser as nossas como a vontade de vencer, a garra, o cerrar de dentes. Em tudo isso perdemos para Nacional, Sporting, Sevilha... Tudo equipas que considero bem inferiores, teoricamente. Este Sevilha é bem pior do que ultrapassámos há uns anos.

No jogo de ontem aconteceu tudo o que poderia ter acontecido em Nápoles. Os golos foram-se acumulando e na segunda parte até preferia que não tivéssemos ficado com mais um jogador. Só ajudou a tornar o jogo mais doloroso. Mais uma dose de esperança que se vem a provar em vão. A evolução no FCPorto de Luís Castro assentou na dupla de combate Defour e Fernando. Sem eles somos defensivamente permeáveis e o nível de agressividade da equipa desce a níveis 'abaixo de zero'. Tinha alertado para isso aqui e a solução da dupla de mansos, Herrera e Carlos Eduardo, só agravou o problema.

Individualmente não há notas positivas. Quaresma tentou remar contra na primeira parte mas perdeu-se na segunda. Os defesas têm nota especialmente má mas não tão baixa como as de Carlos Eduardo, Varela e Danilo, para mim os piores. Luís castro esteve mal no meio-campo que apresentou no onze inicial, bem nas substituições ao intervalo e mal na entrada de Kelvin. Tiramos um lateral e no final concluímos que foi troca por troca. Quintero joga 5 minutos por parte. Não chega. Ghilas não fez nada de bom mas nem o consigo culpar por isso.

Nada salva esta época! Restam pequenas consolações...

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Sevilha 1-2 FC Porto (2010-11)...

Hoje até pode ficar ao contrário...

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

45 minutos



Luís Castro, como sempre bastante lúcido na sua análise, admitiu que jogámos apenas na primeira parte. Ainda bem que juntámos uma vantagem suficiente para precaver eventuais problemas que poderiam surgir. E sabemos que é mais fácil acontecerem problemas quando poupámos grande parte dos jogadores que serão titulares em Sevilha. Desses apenas jogaram Fabiano, Reyes, Alex Sandro e Varela e os dois últimos saíram mais cedo. Não chegando as poupanças, jogou um jogador que atrai problemas. E ainda por cima é central... Mas o facto de estarem a jogar atletas menos utilizados deveria, em si, proporcionar a vontade de mostrarem mais. Pois inspiraram-se nos titulares e proporcionaram-nos apenas 45 minutos. E 45 minutos em que o resultado foi melhor que a exibição. Os 3-0 poderiam sem 3-1 ou 3-2 ou 4-2...

Mas houve bons sinais, nomeadamente ofensivos. Ghilas e Lackson combinam bem e houve muito mais eficácia do que nos últimos jogos. Quintero e Herrera jogam como se não houvesse momentos defensivos. Por isso, e por causa de Abdoulaye, disse logo que só estaria descansado com uma vantagem de três golos. E mesmo assim, sofri um pouco. É um desenho conveniente para fazer descansar alguns titulares mas é simultâneamente muito desequilibrado.

Individualmente gostei do MVP Jackson e Ghilas. Depois tivemos boas exibições de Reyes, Alex Sandro e Fernando. Acho que Quintero, com aqueles pezinhos, tem de dar mais.  Não pode passar tanto tempo ausente do jogo. Não gostei das entrada de Quaresma e recuso-me a pontuar Abdoulaye. Apenas registo com agrado o facto de ele já não conseguir enganar mais ninguém.

Na quinta voltamos ao nosso campeonato!